Eu só quero transbordar de vez em sempre.



Eu admito que sou frágil sim. Admito que  tenho medo de acordar pela manhã e perceber que todo mundo da casa foi embora e eu fiquei só com minhas roupas, livros e cigarros. Tenho medo - morro de medo -  de descobrir que uma amizade acabou, ou que aquele amigo não é bem um amigo.
Eu admito que não me deixo apegar fácil por todos que já passaram pela minha vida e partiram me deixando partida. Mas, também admito que quando me deixo livre o meu ser é capaz de transbordar amor por todos os lados.
Admito que já morri de amor algumas vezes e que também esse mesmo sentimento já me fez querer viver por um milhão e mil anos. Admito também que já passei noites em claro planejando coisas que nunca nem sequer chegaram/chegarão perto de se tornarem reais, com pessoas que hoje quando vejo na rua percebo que nunca foram sequer 1% do que eu imaginava.
Já vi estrela cadente no céu e meu pedido foi o nome de alguém, quem nunca?
Admito - com um pouco de vergonha - que já segui modinhas e ainda escuto RBD. Que escorreguei na escada da escola durante o high school e graças a Jah não tinha ninguém para gravar o mico.
É com tristeza que admito ter feito uma lista de "20 coisas para se fazer antes dos vinte" e acho que não cheguei a fazer nem cinco coisas direito - meu aniversário de vinte anos já é em janeiro do ano que vem - e nem dá mais tempo.
Admito que morro de vergonha de chorar em público, mas se eu chorar na sua frente você já ocupa um espaço no meu coração - que nem é tão grande assim. E admito também que isso de ser fria e calculista é só fachada e que lá no fundo, bem no fundo, depois de ultrapassar alguns abismos, tudo o que queria era um cafuné a alguém para me chamar de "minha". Porque eu também quero admitir, através dessas palavras tortas, que eu acredito no amor, em finais felizes e em todos aqueles clichês que se diz quando acredita-se estar amando alguém.
Eu admito - e nem é tanto assim de admitir porque todo mundo já sabe - que acredito em astrologia sim e que minha lua é totalmente culpada por tudo o que eu escrevi e ainda vou escrever.
Admito que toda noite lembro do teu cheiro - dá um aperto no peito.
Admito também que as vezes é bom admitir quem é você realmente é. É bom jogar as máscaras fora. Eu tô meio saturada de toda essa coisa de se esconder por trás de muralhas de autoproteção, porque na verdade, toda essa autoproteção nunca me serviu de nada. Caramba, eu só quero poder sentir em paz, transbordar de vez enquanto, ou sempre! Porque eu sou feliz e triste ao mesmo tempo sim, é 8 ou 80 sim e eu só quero ter coragem - porque vontade não me falta - de mostrar tudo isso que tá preso aqui dentro pro mundo, pro mundo inteirinho.




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