Doces e fogos de artifício

Na ultima sexta feira de setembro (29), em São Paulo, ocorreu o primeiro show da Prismatic World Tour no Brasil, com todos os ingressos vendidos a cantora californiana Katy Perry, 30, fez show para cinquenta e cinco mil pessoas no Allianz Parque (ou conhecido popularmente como a arena do Palmeiras).


Não é a primeira vez da cantora no Brasil, ela já esteve com a California Dreams  Tour em 2011 e no ano seguinte na Premiere de seu filme/documentário intitulado  “Part of me”.
 Fazendo quatro anos desde o seu primeiro show no Brasil (também em São Paulo) a cantora relembrou o quanto o publico brasileiro a ajudou em um dos piores momentos de sua vida, o divórcio com o ator e comediante Russell  Brand, o que a fez lembrar do amor de seu público brasileiro dizendo que os fãs do mundo todo deveriam ser como nós e ainda afirmou que sempre voltará ao país, pois como a mesma disse: “Brazil, eu te amo unconditionally”



Mesmo elogiando o público Katy não trouxe toda a estrutura do palco que você pode assistir vendo vídeos no youtube ou no próximo DVD da cantora, nada de pirâmide que se abre durante a abertura do show, nada de telão em forma triangular ou muito menos a “reflection section” (área destinada para que alguns fãs ficassem mais próximos da cantora)  cercada por uma passarela também triangular. Ao contrario dos peruanos, tivemos o cavalo mecânico em “Dark Hose” e as perucas da turnê. Assim como o show do Rock in Rio, em São Paulo houve cortes na setlist com as canções “This Moment”; “Love Me”; “Double Rainbow”; “Its Take Two” e “Birthday”, porém muitos fãs pediram a canção “This Moment” durante a parte acústica do show, fazendo Katy olhar o público com aquela cara de “Gente desculpa, mas não vai rolar não” o que trouxe pontos negativos à grande produção e infelicidade dos KatyCats, além disso muitos fãs que já estavam na fila à cerca de um mês como Samuel Balarini, 26, se irritou com a organização do evento, já que aguardava e revezava  com os amigos na fila, e  durante a abertura dos portões [a organização, ou a falta dela] não obedeceu de cerca forma a ordem de chegada, posso dizer que foi como uma abertura de uma porteira para o gado, com muita correria e direito a agressões para melhores posições na pista. 


Sempre carismática a cantora sempre chama um fã para subir ao palco, e em Sampa não foi diferente, Lucas (19 ou 20 anos) foi chamado pela cantora ao palco, o garoto estava caracterizado como Katy em 2008 no MTV Europe Music Awards, o nervosismo dele era tão alto que ele não conseguiu dialogar com a cantora que o questionou se ele era brasileiro, Lucas mesmo sendo brasileiro disse que não, o que fez Katy Perry chamar uma fã ao palco, Débora de São Paulo, que estava vestida como a cantora na sessão “Hiper Neon” com direito a selfies e novas palavras em português para Perry.
“Não fala da momma / Don’t say shit about Katy” e o famoso “Morta” serão para sempre os bordões da cantora e para seus fãs em solo brasileiro.


 Com um show extremamente visual, o vocal da cantora é realmente percebido durante a sessão acustica, mostrando que apesar de comentários ofensivos  Katy Perry é sim uma artista e tem seu lugar no mundo da musica pop e merece a vizualidade que lhe é dada.


Rafael Marri Cecilio é estudante do primeiro ano do curso de Jornalismo da Faculdade Maringá e colaborador pro Cranela. 

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