Carta que eu nunca entreguei


Hoje eu pensei em nós dois, em tudo que fizemos ou deixamos de fazer. Pela primeira vez não pensei em nós como casal ou algo além disso, sinto sua falta e isso é óbvio, mas as coisas não são como antes. Agora fazemos parte de mais uma estatística de casais que não deram certo, não por falta de tentar mas por talvez não acreditarem que aquele era o momento. 

Ainda te quero, não nego, mas as consequências que essa vontade pode causar não me levam a lugar nenhum. Estou seguindo minha vida e sei que você também está seguindo a sua e talvez nessa a gente se tromba, se esbarra, quem sabe. Quem sabe a gente se encontra lá na frente ou não. Quem sabe, talvez, nos tornemos o casal que deveríamos ter sido. 

Por enquanto eu só penso em você, nas nossas noitadas, nossas risadas, no amor que existiu e que deixou de existir, quem sabe porquê. Ainda me pego pensando na saudade que dá de ver teu sorriso, de esperar tua ligação, ou que você me busque no trabalho. Sinto falta de você e da sua amizade, e acima de tudo, do que éramos. Isso necessariamente nunca significou ser casal, apenas nós dois, o que era muito mais que um casal.

Hoje eu saio, me divirto, beijo outros, conheço outros, e vivo minha vida intensamente. Mas quando eu deito na cama a primeira imagem que me vem à cabeça é do teu sorriso depois de uma noite de amor. Talvez este seja o nosso fim ou não, mas hoje eu só queria deixar claro que acima de tudo e todos eu ainda te amo, Slutt. 

Contos de um casal fora dos padrões 


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