Pode me beijar de batom vermelho


Ontem eu não reconheci você naquele vestido, naquela maquiagem e com aquela pose de mulher. Não que você não seja mulher, mas... ah meu Deus, eu mal começo a falar e já me enrolo todo. Que efeito! Mas, de toda forma, você é super mulher, ok? Só digo que, você estava tão diferente, sexy e maravilhosa. Não que você nunca tenha sido. Pra ser sincero, adoro você com aquela minha camiseta cinza, que acaba bem na poupa do teu bumbum deixando uma brecha pra eu admirar. Então, mas, sabe? Vestido preto, você quase transparente, boca vermelha; tudo bem, eu deixo você manchar minha boca essa noite, apesar deu dizer que não gosto.

"Esse batom não mancha, baby". Ainda lembro quando você disse isso quando apareceu de batom vermelho pra mim, na primeira vez, depois de deixar minha boca marcada de roxo, rosa, nude... só faltava o vermelho. E justo ele não borrava. Não borrava até você me empurrar na parede e me beijar tão quente naquele inverno. Esquentou tudo, sabe? Meus pelos subiram e outra coisa também.

Mas voltando a você. Tô tentando tomar coragem pra me aproximar, perguntar se quer carona hoje, só hoje e te roubar um beijo na porta da sua casa. Um beijo que eu sei onde vai acabar. Você escolhe, motel ou meu carro? Ok, vamos pensar assim, primeiro eu me aproximo, digo "Oi Mag" e você sorri. 

É... não vai ser assim. A realidade é que você nem quer mais saber meu nome ou quem eu sou, quem fui. Nunca te vi tão independente, olhando para suas amigas e sorrindo tão bonito com esse batom vermelho. Eu já disse que hoje você pode me marcar? Poxa, eu juro que me comporto, te beijo inteira e te dou todo amor, mas me deixa eu chegar mais perto. 

Só mais um pouco perto, porque caso você escorregue, eu te seguro. Ai eu roubo o beijo; que me prendam. 

Contos de um casal fora dos padrões

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