O destino não sabe brincar


Foi nossa primeira - e única - noite juntos. Não era pra ter nada a mais que o sono que nos consumia em plena madrugada, mas teve. Teve toque, mãos, carinho e sexo. Teve o melhor sexo da minha vida. Só depois teve sono. Eu perdi o meu e você ganhou o seu. Homens... Porque morrem ao final da transa? Não te culpava, havia sido excelente.

Mas eu, que antes estava desmaiada de sono, o perdi quando me dei por conta de que, finalmente, dormíamos juntos. Eu e você, na sua cama king ou sei la o que. A única coisa que eu entendia de cama era se era ou não confortável. Sem dúvidas a sua era. 

Você abraçado de conchinha comigo depois do sexo, tirando meu cabelo do seu rosto pra poder colocar a ponta do nariz na minha nuca e dormir. Dormir como um anjo. Eu não dormi pra valer, quiça cochilei mais de 20 minutos. Meus olhos já estavam adaptados com a escuridão e eu podia ver muito bem seu rosto sereno enquanto o sono te dominava num todo. Você sempre foi tão lindo assim mesmo?

Eu me virava, encaixava em você, te puxava para não cair da cama - por um palmo não te derrubei -, te abraçava pra me esquentar, você puxava a coberta por cima de mim porque eu tremia.

Você ouviu eu dizer que te amo? Eu disse. Completei que te faria o homem mais feliz daquele mundo e que se dependesse de mim as coisas seriam prósperas e boas para nós. Que eu iria te dar filhos - rs - e que continuaria te amando independente do futuro, porque eu havia acabado de descobrir o que era amor mesmo. Aquele em que não há ciúmes, cobranças ou medos, aquilo que só se confia e se é intenso. Era só você deixar. 

Sussurrei tantas coisas enquanto você dormia que não me lembro de tudo. A felicidade de estar dormindo com o homem que amo deixou uma lembrança maior que meus votos de amor. Quem diria eu, apaixonada desse jeito, por você! Quem falaria que o destino pregaria uma peça tão grande em mim e seria tão irônico com nós dois.

Era quase oito e você me puxou pro teu peito e me beijou - a cena ainda arde quente em mim. Novamente me vi em teu corpo nu e me deixar sentir, levar. Nunca me senti tão viva como era contigo. Você me deu uma manhã de sexo como eu não havia imaginado que ganharia. Me levou pro banho e me lavou. Me beijou a testa e me abraçou.

A última cena que me lembro é deu me aproximar de você e sorrir. Seus braços me levantaram e você beijou meu queixo e depois que me botou no chão, beijou minha boca, pegou na minha mão e me abraçou forte.

Ah se o destino me pregasse peça novamente e me devolvesse noites com você como essas. Eu te amaria mais acordado. 


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