Mi Nombre es Pablo Cabrón


Drogas, sexo e muita morte, esta é a forma que Narcos a nova série da Netflix chegou para o público, dirigida por nosso queridíssimo diretor José Padilha, que dirigiu filmes como Tropa de Elite e Robocop, revelando para o mundo um pouco do ouro que o Brasil consegue garimpar dos milhares de atores, diretores e roteiristas que temos, trazendo junto consigo outros atores brasileiros.

A Série retrata a vida de um dos maiores traficantes que o mundo já teve, Pablo Escobar, interpretado por Wagner Moura, ela vai mostrando como o traficante conquista o poder, suas tomadas de decisões, estilo de vida, domínio sobre a Colômbia, tudo isso junto de uma alta carga de emoções aplicada pela a atuação do ator. Pablo se mostra primeiramente muito inteligente e após um tempo acaba sendo tomado pela ganancia de poder, o que acaba lhe gerando um grande baque, levando a uma fúria, sedento por sangue.

Do outro lado temos o agente Murphy da Narcóticos, onde também é demonstrada a origem dele, o por que dele ter virado um policial, seu relacionamento, como ele acabou tendo de ir atrás de Escobar e os riscos que ele corre por isso, expondo as irregularidades que os policiais cometem, sejam eles bons ou ruins. A série vai se passando por inúmeros cenários desde a lindas paisagens, como as Bahamas e a Amazônia, para um plenário, laboratórios, prisões, mansões, fazendas, sem ficar presa num círculo.

Um dos problemas é que ela parece não ter definido qual o seu caminho, se é um documentário de Pablo disfarçado, já que nem tudo que se passa na série realmente aconteceu, ou se é uma série policial, apesar de que o antagonista da série muita das vezes aparece mais que o não tão bom moço agente Murphy, entre outros problemas, que acaba não gerando o fator viciante já conhecido pelas séries da Netflix. Então sim a séries tem seus problemas, contudo assim como Sense8 que teve seu começo instável, Narcos tem de tudo para atingir o topo.

Matheus Henrique, Colunista

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